Flamabilidade de Cabos de Rede CMX CM e LSZH

Flamabilidade de Cabos de Rede: CMX , CM e LSZH

Um projeto de cabeamento estruturado requer bons equipamentos de certificação de rede e profissionais com elevada qualificação encontrados em empresas de cabeamento estruturado. Afinal, ele é a base para a infraestrutura de TI em uma empresa, e precisa ser planejado em detalhes. Dito isso, é fundamental saber quais cabos são os mais recomendados, considerando a resistência em caso de incêndios, como a utilização do cabo de rede LSZH.

Neste artigo, falaremos sobre o teste de flamabilidade e porque ele é tão importante na escolha do cabo de rede. Além disso, vamos explicar porque o tipo LSZH pode ser o mais indicado para o seu projeto de cabeamento estruturado. Boa leitura!

Como funciona um sistema de cabeamento estruturado?

A primeira coisa a se saber sobre o cabeamento é que todos os cabos devem ser compatíveis entre si. Dito isso, para a efetividade do projeto, eles são distribuídos visando otimizar o tráfego de dados entre eles.

Portanto, tudo deve ser pensado tendo em vista as necessidades internas de dados do negócio. Em um sistema de cabeamento estruturado, uma das principais palavras de ordem é a padronização dos meios de transmissão, da disposição física e da organização de Racks de Redes.

Subsistemas de cabeamento estruturado

Um projeto de cabeamento precisa contemplar seis subsistemas. São eles:

Subsistemas de cabeamento estruturado
Subsistemas de cabeamento estruturado
  1. Cabeamento horizontal: conecta a sala de telecomunicações e os locais da empresa onde há pessoas trabalhando;
  2. Backbone: conecta a sala de comunicações, equipamentos e os pontos de entrada;
  3. Área de trabalho: lugar onde o usuário usa equipamentos para o trabalho, como computadores e telefones;
  4. Sala de telecomunicações: local onde ficam os cabeamentos e equipamentos, conectando o cabeamento horizontal e o backbone;
  5. Sala de equipamentos: servidores, roteadores e outros equipamentos são guardados neste local;
  6. Entrada do edifício: conecta os servidores na entrada do edifício e o cabeamento externo à empresa.

O que é o teste de flamabilidade?

A flamabilidade de cabos de rede é uma séria preocupação de segurança que deve ser levada em consideração ao escolher o tipo certo de cabo para as suas necessidades.

A ideia do teste de flamabilidade é verificar a resistência de materiais à base de polímeros à chama ou radiação. Em outras palavras, os cabos de rede precisam ter um revestimento forte o suficiente para lidar com situações de incêndio no prédio.

A flamabilidade é a capacidade de algo queimar ou se incendiar facilmente, causando um incêndio. O grau de dificuldade necessário para causar a combustão de uma substância é quantificado pelo teste de chama.

Há diferentes maneiras de testar o quanto algo é inflamável. As classificações desses testes ajudam a criar códigos de construção, requisitos de seguro e códigos de prevenção de incêndio.

As normas tem como objetivo determinar o tipo de cabeamento apropriado para cada aplicação de cabeamento estruturado de redes. Para essa definição são realizados estudos e testes rigorosos em laboratório para que cada tipo de cabo possa ser comercializado para uma específica finalidade.

As organizações que escrevem os padrões e normas de engenharia e proteção contra incêndios são:

  • IEEE(Institute of Electrical and Electronic Engineers);
  • EIA/TIA(Electronic Industries Association/Telecommunications Industry Association);
  • UL(Underwrites Laboratories);
  • ABNT – (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

O NFPA 70 (“NEC” – National Electrical Code), editado pela National Fire Protection Association (“NFPA”) nos Estados Unidos, foi uma das primeiras normas a tratar sobre este assunto, enquanto a Underwriters Laboratories (“UL”) é a entidade responsável por desenvolver testes de flamabilidade e propagação de chamas.

Recomendamos assistir este vídeo que demonstra os diferentes comportamentos do cabeamento estruturado frente a chamas:

O que é a NBR 14705?

A NBR 14705/2001 diz respeito à “Classificação dos cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente às chamas”. Esta norma fala de forma específica os critérios relacionados ao tipo de cabo a ser utilizado em instalações de Cabeamento Estruturado.

Para te ajudar a identificar os diferentes parâmetros que vão determinar o comportamento do cabo frente à chama, destacamos os seguintes elementos:

  • Flamabilidade;
  • Geração de Fumaça;
  • Produção de Gases Tóxicos;
  • Corrosividade da Fumaça.

Quais os tipos de cabos de rede usados em um projeto?

Entendido sobre o teste de flamabilidade e a NBR 14705, precisamos agora especificar os tipos de cabos. Esta definição do tipo de cabo utilizado em um projeto é fundamental para a proteção ou construção da infraestrutura de Cabeamento Estruturado. Além dos diferentes tipos de categorias que você pode encontrar aqui: Cat5e Cat6 ou Cat6A: entenda como escolher! falamos aqui sobre a flamabilidade de cabos de rede.

Assim, a lista abaixo vai te ajudar a entender as características de flamabilidade e aplicações dos cabos utilizados em seu projeto. A seguir, falamos de cinco deles: CMX, CM, CMR, CMP e LSZH. Acompanhe!

Cabo de Rede CMX

O tipo CMX é recomendado para instalações residenciais com baixa concentração de cabos e sem fluxo de ar forçado. A área descoberta não deve ser maior que 3 m.

Os cabos CMX têm menos proteção contra incêndio. Por este motivo, são de uso limitado e não são recomendados para instalações com eletrocalhas abertas ou estruturas de fluxo de ar forçado.

A linha Soho Plus é por exemplo indicado para projetos aonde é possível a utilização de cabos CMX.

Cabo SOHO Cat6 CMX - Furukawa
Cabo SOHO Cat6 CMX – Furukawa

Cabo de Rede CM

Recomendado para aplicação geral em instalações verticais com alta ocupação, em áreas não ventiladas. Os cabos CM são para uso geral, têm menos restrições e são bons para instalações comerciais internas. Importante ressaltar que eles precisam ser instalados através de tubos em ambientes sem fluxos forçados de ar.

Sendo próprio para pequenas empresas, a linha Multilan da Furukawa é o cabo indicado para essas aplicações que exigem o cabo CM.

 Cabo Multilan Cat6 CM - Furukawa
Cabo Multilan Cat6 CM – Furukawa

Cabo de Rede CMR ( Riser )

São indicados para aplicação vertical em shafts, em instalações onde os cabos ultrapassem mais de um andar com locais sem fluxo de ar forçado e em tubulações com pouca ocupação. Os Cabos CMR “RISER”, são instalados em backbones de edifícios (por meio do cabeamento vertical) e devem apresentar uma boa característica de retardo à propagação de fogo por serem lançados em shafts.

Cabo de Rede CMP ( Plenum )

São indicados para aplicação horizontal, em locais confinados (entre pisos, forros, calhas, etc.), com ou sem fluxo de ar forçado. Os cabos CMP/COP são isolados com fluoropolímero (“FEP”, que é um tipo de halogênio) e normalmente são instalados em dutos de ventilação e ar condicionado. Estes cabos são mais utilizados nos mercados do Canadá e Estados Unidos.

Cabo de Rede LSZH

Como foi possível notar, dentre os tipos de cabos citados há pouco, somente o CMP oferece uma proteção maior contra incêndios. Em um projeto de cabeamento estruturado, é muito comum lidar com instalações ocupadas por muitas pessoas. Isso significa que é preciso adotar um cabo mais resistente às chamas, aumentando o nível de segurança das pessoas.

Dado o contexto, o LSZH (Low Smoke Zero Halogen) tem um nível de toxicidade praticamente nulo. Além disso, como o próprio nome sugere, há uma baixa emissão de fumaça, exigindo testes mais complexos em comparação ao CMX, CM, CMR e CMP como:

  • UL 1581, que verifica a propagação de chama;
  • IEC 61034-1 e IEC 61034-2, que testam a densidade de fumaça;
  • NBR 12139, responsável por testar a toxicidade do material empregado no cabo de rede.

A linha Gigalan da Furukawa conta com cabos de rede LSZH, próprios para instalações que exigem tal proteção quanto a flamabilidade de cabos de redes.

CABO GIGALAN LSZH CAT6
CABO GIGALAN LSZH CAT6

Porque é importante usar o cabo LSZH?

Não só empresas privadas, mas também órgãos públicos se beneficiam dos cabos LSZH. O seu processo de fabricação usa uma liga capaz de emitir menos fumaça em caso de incêndio, além de não liberar gases que podem intoxicar as pessoas.

Em geral, os halogênios são bastante prejudiciais aos indivíduos. Não obstante, tais substâncias, quando em contato com a água, se tornam ainda mais perigosas, aumentando o risco de sufocar uma pessoa. Em geral, os cabos LSZH são indicados em:

  • clínicas e hospitais;
  • prédios públicos;
  • museus;
  • centros de exposição;
  • empresas de extração de petróleo;
  • empresas ferroviárias;
  • indústrias;
  • centros de distribuição e logística;
  • empresas de médio e grande porte.

Quando um incêndio ocorre, a maior preocupação é justamente a fumaça e os gases tóxicos, mais do que a própria chama. Em cabos feitos à base de PVC, por exemplo, a visibilidade das pessoas em decorrência da fumaça tende a diminuir em pouco tempo.

Não obstante, o PVC libera cloreto de hidrogênio (HCL), que se torna ácido clorídrico quando exposto à água. Para ser aprovado no teste de flamabilidade, o cabo LSZH não pode emitir um percentual acima de 0,5% de HCL; quando o cabo é de PVC, a emissão chega a 30%.

O perigo real em casos de incêncio

Lembre-se sempre que as perdas na construção, por mais que possam ser custosas e demoradas, podem ser revertidas. Porém, a prioridade deve sempre ser o esforço máximo para evitar riscos e danos para as pessoas.

De acordo com pesquisas promovidas por Corpos de Bombeiros, a maioria das mortes em situações de incêndio ocorrem em função de:

  • Grande quantidade de fumaça preta e densa, o que dificulta a fuga e resgate das pessoas;
  • Baixa visibilidade, que gera pânico entre as pessoas; e
  • Inspiração de gases tóxicos contidos na fumaça, causando intoxicação. 

Para aumentar a segurança, durante um incêndio os cabos de rede LSZH – Low Smoke Zero Halogen (que possui baixa emissão de fumaça e zero halogênio) emitem baixa emissão de fumaça e não geram gases tóxicos (por exemplo, o cloro ou o bromo) em sua queima. Em um incêndio, a propagação do fogo pode ser muito prejudicial à infraestrutura ou à construção, mas a fumaça, contendo gases tóxicos, é o maior risco à saúde e segurança das pessoas.

Cabos CMP, CMR, CM e CMX contêm halogênios em sua composição e em condições normais de uso são estáveis e não apresentam nenhum perigo. Mas quando entram em combustão, emitem gases e fumaça cuja toxicidade e corrosividade são extremamente prejudiciais à saúde humana.

Além disso, ela minimiza os principais fatores de risco para as pessoas. A fumaça densa e escura dificulta a visualização de saídas e emergências pelas pessoas e os gases tóxicos podem fazer as pessoas morrerem por asfixia se forem expostas a eles por um certo tempo.

Cabos LSZH emitem uma quantidade praticamente nula de halogênios, além de emitir pouca fumaça.

Os cabos LSZH devem atender às características que retardem a chama dos cabos IEC 60332-1 (LSZH-1) ou IEC 60332-3 (LSZH-3), bem como aos requisitos de densidade de fumaça e toxidez dos gases gerados na sua combustão.

Para locais com previsão de alta concentração ou circulação de pessoas como prédios comerciais, shopping centers, teatros, lojas de departamentos, cinemas, supermercados, ginásio de esportes, restaurantes, hotéis, rodoviárias, estações de trem, metrôs, aeroportos, hospitais, escolas, faculdades, centros de exposição, data centers, etc, recomenda-se o uso de cabos LSZH (LSZH-3) para Cabeamento Estruturado. Isso pois esses cabos não emitem gases tóxicos, geram pouca fumaça (e a fumaça que inevitavelmente é gerada não é densa ou escura).

Recomendamos assistir este vídeo que demonstra os diferentes comportamentos do cabeamento estruturado frente a chamas:

Estudo de Caso – Casa Maaya

Localizado no Setor de Clubes Sul, às margens do Lago Paranoá, a Casa Maaya era um complexo de cultura e entretenimento de alto padrão em Brasília.

Casa Maaya

Antes da inauguração foi solicitado a elaboração de um relatório de redes, que tinha como objetivo avaliar o estado das instalações atuais, o grau de risco operacional e mapear todas as informações relevantes para que sejam realizadas melhorias na segurança, infraestrutura de redes e wifi existentes.

Dos diversos erros encontrados, podemos citar:

Desconsiderando os diversos problemas de organização de rack e falta de conectividade causados pela não certificação de rede com equipamento calibrado, foi constatado um grande problema relacionado a segurança: O Cabo CMX!

O cabeamento CMX utilizado é de aplicação residencial, não sendo o recomendado para o tipo de aplicação de espaço de shows com alta capacidade, pois este cabo possui um alto grau de flamabilidade e emissão de fumaça.

Infelizmente, na manhã do dia 21 de dezembro de 2021, a estrutura do empreendimento, composta por folhagens, madeira e palha, foi tomada pelas chamas, por volta das 10h. A forte fumaça foi vista por moradores de diversos pontos do DF. Felizmente o incidente aconteceu em um horário que a casa estava fechada e não teve vítimas.

Assim, apesar do cabeamento estruturado não ter sido a origem de início das chamas, ele poderia ter ajudado a não propagá-lo de forma tão rápida. Além disso, as chamas negras tomaram conta de todo o lugar, o que dificultaria qualquer ação de resgate pelos bombeiros, se tivessem pessoas a serem socorridas.

Neste caso a recomendação era de realmente utilizar o cabeamento LSZH!

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